Riscos e crises nos eventos e no turismo, como podemos mitigá-los?

A era pós-moderna e o mundo chamado BANI, trouxeram uma série de mudanças radicais e velozes no contexto social, principalmente nos estilos de vida, as questões morais, as crenças religiosas e agora a necessidade de uma segurança sanitária eficaz e eficiente em virtude da COVID-19. As condutas humanas deste século, são propensas a variar sobre condições similares e motivações diversas, sendo evidente que nossas escolhas não são sempre amparadas por decisões racionais, conscientes e equilibradas.

O turismo moderno e o entretenimento são influenciados por vários fatores dentre eles: financeiros, econômicos sociais, culturais e emocionais. Os interesses especiais são motivadores e particularmente poderosos; entretanto, a demanda é essencialmente impulsionada em função dos níveis da renda da população condicionados pelos fatores de motivação e da segurança local do destino.

Quando alguém decide viajar ou ir a um evento, o processo decisório desenvolvido na mente é um complexo de percepções, sonhos, experiências, expectativas e realizações que na maioria das vezes é uma satisfação pessoal aliada ao sentimento.

Para o turista, o sucesso de sua viagem depende da qualidade dos serviços prestados por todos, se ocorrer falha em um desses empreendimentos, a experiência geral do turista será comprometida e o destino todo estará prejudicado. No caso dos espectadores de um grande espetáculo, a experiência e alegria fazem parte do cenário físico.

O entretenimento é definido e amparado na concepção de ser um estado psicológico e emocional de satisfação e felicidade, sendo um fenômeno multiplicador de negócios, gerador de fluxo de pessoas, visitantes e turistas, mas também capaz de alterar a dinâmica da economia de uma cidade, de um Estado ou País, pois esse negócio se apoia na relevância contemporânea de lazer e cultura.

A segurança das áreas turísticas, devem estar preparadas para respostas rápidas e urgentes em face de crises inesperadas. O profissional de segurança turística e do entretenimento, deve em primeiro lugar, compreender que os impactos econômicos no setor do turismo e no dos eventos vão muito além dos componentes dessa indústria. Os sistemas de segurança nos destinos turísticos deveriam estar alicerçados não só com a presença física de policiais com uniformes e armamento adequado, mas também, que ele esteja preparado para mitigar as mais diversas situações de risco e de possíveis crises.

Ao examinarmos o episódio de Capitólio ocorrido recentemente, a percepção iminente do risco e a antecipação aos fatos se configuram numa das variáveis mais importantes, que permitiria prever o que é mais provável que ocorra num dado momento, escolher a ocasião para a melhor decisão, avaliar as possíveis variáveis, escolher qual a melhor linha de ação e ainda, avaliar sob o aspecto passado de fatos semelhantes e que fazem na maioria das vezes quando tomarmos decisões programadas ou não programas rotineiras e repetitivas.

A atividade turística e de eventos, envolve riscos de distintas naturezas, sendo que para que a atividade turística de uma determinada localidade se desenvolva são necessárias condições básicas de infraestrutura, capacitação profissional, empreendimentos adequados, segurança física e de agora em diante, condições sanitária e qualidade no atendimento para a garantia da experiência do cliente.

Neste fato de Capitólio, o mais importante do processo de tomada de decisão deveria estar alicerçado entre a intuição (de que algo poderia acontecer) e a racionabilidade das decisões que se desencadeariam em virtude dos pequenos espasmos que sofria os cânions.

No geral, os seres humanos, recorrem-se para solucionar problemas novos, recuperando e adaptando experiências passadas, armazenadas em uma base de dados no cérebro, utilizando-se de critérios de similaridade ou analogia.

Por fim, devemos sempre examinar e planejar cenários dada a constatação de que a impossibilidade de saber de que forma o futuro vai evoluir, uma boa decisão ou estratégia para se adaptar é aquela que é escolhida entre vários futuros possíveis, saber interpretar, não tirar conclusões precipitadas e analisar bem os fatos internos conjugados com os externos é uma característica de um bom decisor.

 

Fonte: Portal Eventos

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Escrito por:
Mário Teixeira

Produtor audiovisual formado em 1998 pela New York Film Academy, intusiasta em redações, e apaixonado por eventos.

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